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"Educar não é apenas um ato de amor, mas uma arte!"
Lais Lacerda
Recuperação do Rio Merepe
As operações de desmatamento, quer para utilização dos materiais dele provenientes, quer para criação de pastagens ou campos de plantio, quer para o corte de taludes, sempre retiram do terreno a camada fértil e instabilizam o terreno devido a retirada das fixações mecânicas e da proteção ao impacto direto das chuvas que eram proporcionadas pela vegetação.O resultado disso tudo se resume em dois fenômenos: a erosão e a desertificação. A erosão, por sua vez, leva ao assoreamento dos corpos d'água superficiais e à desertificação, o que significa o empobrecimento do solo para a cultura.

O Rio Merepe é um dos mais importantes de Ipojuca e vem sofrendo contínuos ataques e agressões da especulação imobiliária e das habitações em favelas fritos do crescimento desordenado do balneário de Porto de Galinhas.

Em resumo: para o desmatamento como causa, temos a erosão e a desertificação como efeitos consecutivos; para erosão como causa, temos o assoreamento como efeito. Desertificação e infertilidade são termos que se eqüivalem. Assoreamento é o preenchimento com materiais estranhos, das calhas dos corpos d'água aparentes: rios, lagos e mares.

Se, agora, considerarmos o assoreamento como causa, pode-se dizer que dois são seus efeitos: o preenchimento das calhas naturais de rios e lagos (assoreamento) que diminui seus volumes geométricos naturais, passando essas calhas a suportar quantidades menores de água e acarretando o extravasamento pelas margens.

O preenchimento das calhas naturais (assoreamento), tanto de rios, lagos ou mares, "sufoca" a flora e a fauna de fundo, impedindo-as de ter contato com o oxigênio dissolvido na água. Tais flora e fauna morrem e naquele ambiente e começam a se desenvolver colônias de bactérias anaeróbias para digerirem os seres orgânicos mortos, com a exalação de gases que não o CO2. A exalação de gases diferentes do CO2 (como as mercaptanas, o gás sulfídrico e o metano) infiltra-se em ascensão na água (oxigenada) acima e esta adquire toxidez indesejável para os organismos aeróbicos que ali vivem, podendo matá-los e criar, dessa forma, mais material orgânico a ser consumido e, consequentemente, mais oxigênio a ser utilizado para esse consumo. De outra feita, o soterramento do fundo tirará as chances de alimentação dos animais (peixes e crustáceos) que ali tenham a sua fonte de alimentação.

Quanto às margens de rios e lagos, que são ricas em nutrientes, se assoreadas, irão causar problemas de alimentação aos animais que dependem daquele ambiente. Como conclusão: se as áreas estão degradadas, cabe recuperá-las, e se não estão, cabe evitar que venham a estar.

Trabalhos de recuperação de áreas degradadas envolvem diversas técnicas que são específicas para cada caso e a gravidade da situação. De nada adianta dragar para desassorear. Se as causas do assoreamento não forem cessadas definitivamente; novas dragagens terão que ser feitas, custando muitos recursos e sempre perturbando a vida do animal e vegetal do fundo da calha.

O NUPPE pesquisa o Rio Merepe estudando alternativas para a sua revitalização, com um grupo de alunos do Curso de Administração Geral da FAJOLCA.
Faculdade José Lacerda Filho de Ciências Aplicadas
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